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Quem somos
 
Uma Associação para acolhimento e apoio a Crianças e Jovens privados de ambiente familiar, fundada em Portugal em 1996 e reconhecida como IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) e de Superior Interesse Social (Despacho conjunto nº580/2000 de 3/5/2000 dos Ministros do Trabalho e Solidariedade e Finanças).


A nossa Origem

A Novo Futuro tem como base os princípios da Convenção sobre os direitos da Criança, age de acordo com a lei de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (Lei 147/99 de 1/9/99) e adopta o espírito da Associación Nuevo Futuro, fundada em Espanha há mais de 30 anos com o alto patrocínio da Infanta Pilar (irmã do Rei Juan Carlos).
A Nuevo Futuro tem alargado a sua filosofia de funcionamento a outros países. Em Portugal desde 1996, pela mão da Dra Maria de Jesus Barroso.


Testemunho de quem começou


“Queres colaborar com Nuevo Futuro aquí em Portugal?”- foi a pergunta que me fez a Ana Vicente, a primeira vez que me encontrou estando eu recém chegada a Lisboa,depois de vários anos vividos em Madrid. O meu “sim, quero” foi imediato.
A verdade é que não sabia no que me estava a meter, pois o projecto, que há tempos tinha sido trazido para Portugal, jazia numa gaveta…

E do Palácio de Belém passou para a Rua D.João de Castro (minha casa e primeira sede da Novo Futuro), de onde saiu com pés para andar e nunca mais parar!

Não sabia nem por onde começar! Mas não tardei em perceber que o primeiro passo a dar era “vender” o projecto a:
- colaboradores-voluntários, para constituir uma equipa de arranque;
- instituições não governamentais, para nos apoiarem na difícil tarefa de integração no meio;
- instituições governamentais, dando uma imagen de credibilidade, competência,
segurança, para não só nos apoiarem financeiramente como também nos confiarem
as sua crianças, objectivo da nossa Associaçao;
- comunicaçao social, para nos darem a conhecer;
- empresas, instituições e particulares, para angariação de fundos.

Pelas suas características, o projecto teve muito boa aceitação. Era inovador nos seus principios e formas de funcionamento, existia em Espanha com bons resultados há mais de 30 anos e vinha ao encontro das muitas carências que Portugal tinha no campo do acolhimento estável e duradouro de crianças sem limites de idade, a quem oferecíamos um novo futuro, num pequeno lar familiar (6 a 8 crianças), privilegiando grupos de irmãos.

Foi longo o percurso, às vezes difícil, mas sempre gratificante e sobretudo envolvente.
O meu entusiasmo tinha que envolver todos os familiares e amigos, que tanto me apoiaram, em especial os que fizeram comigo esse caminho, cheio de momentos de êxitos, frustrações, alegrias, decepções! Recordo que numa determinada fase em que lutávamos contra o tempo, a burocracia, a falta de fundos, etc., faziamos humor com o nome de um dos grandes impulsionadores – o António Papão –dizendo que o único que tinhamos era “um papão para assustar as criancinhas”!

E que difícil era conseguir uma assinatura da Srª.Dª.Maria Barroso, indispensável para avalar todas as nossas iniciativas, para nos abrir tantas portas que, sem Ela, continuariam talvez fechadas. Já nao sei bem, mas julgo que foi a convocatoria para a primeira Assembleia Geral da Novo Futuro que lhe dei a assinar durante uma sessão de felicitações, por motivo duma condecoração que acabava de receber. Aí me apresentei com os documentos debaixo do braço - “muitos parabéns” e já agora...

Queríamos andar tão depressa, que às vezes escorregávamos pelo caminho! Cheguei a uma reunião com o Ministro (da Solidariedade Social?), para evidentemente pedir o seu apoio, à qual nos precedia uma carta em que nos apresentávamos como IPSS; só que a data da reunião foi dada antes de nos ser concedido o referido estatuto. Que situação!
Ainda me lembro do sorriso do Ministro Ferro Rodrigues quando tive que confessar que tínhamos sido demasiado optimistas e que não esperávamos que demorasse tanto tempo o processo, mas que o tinha perfeitamente localizado: precisamente nas mãos do seu Secretário de Estado, por acaso presente na reunião. Vim depois a saber que os 6 meses que tardámos em conseguir o referido estatuto foi um tempo record, pois a média era de 2 anos. A nós pareceu-nos eterno! É que não podíamos passar à fase de arranque final, ou seja:
- compra da casa, sua adaptação às nossas necessidades, recheio, etc.
- negociação dos acordos estatais, imprescindíveis como base financeira sólida e constante;
- escolha de educadores residentes nos lares;
- selecção das primeiras crianças que iríamos acolher – esta foi a tarefa mais penosa, pelo número enorme que tivemos que excluir entre tantos necessitados.

Mas tudo se foi fazendo e, chegou por fim, o tão esperado dia de ir buscar o primeiro grupo de 4 irmãos que nos confiavam. Recebemo-los com alguns brinquedos com que jogaram antes de entrar em casa, altura em que a mais velhinha – a Sara – pôs a mão sobre o ombro do mais pequenino – o Israel, de apenas 2 anos – como que pondo-o sob a sua protecção! É indescritível a nossa emoção!! A casa ainda nem tinha a cozinha montada e tivémos que improvisar muito, mas cumprimos com as datas planeadas.

E justamente quando começávamos a ver os resultados de tantas e tantas horas de trabalho e dedicação, vi-me forçada, por razões de ordem familiar, a “retirar-me”, indo novamente viver para Madrid. Passei duma entrega total ao mais profundo vazio!
No entanto, fui tranquila, por saber que o projecto, que com tanto empenho tinha iniciado, estava em pleno funcionamento e entregue em muito boas mãos, como o demonstra o enorme e rápido crescimento que até hoje se tem verificado!


No Mundo

A Federación Internacional Nuevo Futuro agrupa várias organizações com a filosofia de funcionamento da Nuevo Futuro em vários países:
Na Croácia desde (1992)
Em Santa Fé de Bogotá, Colombia em (1993)
No Perú desde (1995)
Em Portugal desde (1996)

A Associación Nuevo Futuro colabora ainda com diversas instituições de outros países como a Guatemala, México, Bolívia, Venezuela, Rússia, Índia e Afeganistão.

A Associação de Lares Familiares para Crianças e Jovens Novo Futuro- Portugal, desenvolveu uma parceria com a Fundação Novo Futuro São Tomé Príncipe, O primeiro lar Novo Futuro de S. Tomé foi inaugurado no dia 1 Junho 2004, com a ajuda da Novo Futuro Portuguesa ( ver campanha S.Tomé e Príncipe).


A Nossa Missão

Apoiar Crianças e Jovens, preferencialmente grupos de irmãos – sem distinção de idade, sexo, raça ou religião – que estejam privados de um ambiente familiar estável, facultando-lhes em pequenos Lares um acolhimento que lhes garanta bem-estar, afecto e educação, preservando a sua privacidade e intimidade, criando as condições que permitam o seu desenvolvimento e formação humana até à sua integração na sociedade.


Nosso Trabalho

Vivem nos actuais sete Lares da Novo Futuro (situados nos concelhos de Lisboa, Gaia e Cascais), 60 Crianças/Jovens, com idades compreendidas entre os 5 e 21 anos. Estão integrados na comunidade em que habitam, frequentam as escolas da área, cursos de formação profissional, estágios remunerados, formação religiosa, actividades de tempos livres, desportos e outras, de acordo com as suas idades, apetências e potencialidades.
Cada Lar, onde vivem cerca de 8 Crianças/Jovens, é orientado por pessoal especializado e remunerado e é apoiado por madrinhas, voluntárias, que em estreita articulação com a Direcção acompanham assiduamente a vida no Lar.